Bravely Default: Uma análise musical


Saudações magos, guerreiros clérigos e demais classes!

Hoje venho mais uma vez com um post inusitado, porém não será uma lista (embora a ideia inicial fosse porém tantos itens seriam desse jogo que eu resolvi dedicá-lo exclusivamente à ele). Bravely Default é um RPG lançado pela Square Enix em 11 de outubro de 2012 apenas no Japão, mas chegando ao ocidente no dia 7 de fevereiro de 2014, exclusivamente para Nintendo 3DS. Eu descobri esse jogo ao acaso, um pouco depois de adquirir meu 3DS, recebi uma mensagem da Nintendo e-shop falando que uma demo tinha acabado de ser lançada, e como o visual dos personagens me lembrou os de Final Fantasy antigos, resolvi dar uma chance. De cara me impressionei com a demo, percebendo que não só os personagens lembravam a lendária franquia, mas o próprio jogo em si lembrava muito os jogos da era de ouro do carro chefe da Square. Pra quem não conhece, um breve resumo para não embromar a introdução mais do que já está: é um JRPG clássico, com batalhas em turnos e com um sistema de jobs semelhante ao do Final Fantasy V. Possui 24 jobs que vão dos clássicos Warrior, White Mage, Black Mage até uns inovadores (acho que podemos chamar assim) como Salve Maker, Spiritmaster e Arcanist. O jogo se passa no mundo de Luxendarc, que é bem parecido também com outros da série Final Fantasy, e conta a história de quatro aventureiros que com a ajuda de uma fada buscam despertar os cristais elementais (Sim, cristais. Sacaram a referência? xD ) e impedir que uma catástrofe venha a consumir o mundo. A sensacional trilha sonora está à cargo de Revo com seu projeto Linked Horizon, que alguns de vocês devem conhecer pela trilha do anime Shingeki no Kyojin.



O post de hoje será basicamente uma ligação com o título de algumas músicas com os personagens e/o contexto, mas antes de começarmos quero destacar dois pontos:

- As músicas são instrumentais, porém algumas tem versões cantadas em japonês que eu infelizmente não achei as letras, de forma que irei me ater apenas aos títulos. Também desconheço se todas as músicas tem uma versão cantada, mas quando for o caso deixarei indicado ao lado as que eu sei que tem com um (*).
- O texto é de caráter subjetivo, então nada do que falarei aqui será "material original confirmado pela publisher".

Tendo tudo isso em mente, prepare sua touca, seus óculos de natação e mergulhe no incrível mundo de Luxendarc!

Músicas de ambientação


Overture to Hope


Começando pelas ambientações, Revo já mostra sua genialidade logo na apresentação do jogo. O próprio nome já traduz o a premissa da história: a esperança que os quatro heróis alimentam (um em especial, que eu comentarei mais à frente) para carregar a missão até o final e assim evitarem uma  grande catástrofe, sem falar que a música consegue transmitir esse sentimento ao jogador, de que uma grande aventura está prestes à começar. Não tem como não entrar no jogo e não escutar pelo menos um minuto desta obra-prima.


Horizon of Light and Shadow



Como de praxe nos Final Fantasy na era de ouro, uma música marcante no mapa está presente, e em Bravely Default não é diferente. Dá até pena quando ela é cortada quando entramos em alguma cidade, dungeon ou começa alguma batalha. Luz e sombras, exatamente como a passagem de dia e noite que ocorre no mapa mundi com a bênção da Força da Aceleração


Land of Immortality


Cada uma das cidades principais de Luxendarc tem seu próprio tema que leva no título o "título" da cidade. Assim que você entra em Eternia pela primeira vez é saudado com uma apresentação na tela que diz: Eternia, Land of Immortallity. Logo em seguida essa música começa a tocar, um arrepio me percorre quando eu lembro de quando eu entrei com minha party pela primeira vez. Feche os olhos enquanto escuta essa música, e você provavelmente vai mentalizar uma cidade coberta de gelo bem ao norte do mundo, e é exatamente isso que Eternia é. A cidade é conhecida pela sua medicina avançada, fazendo jus ao título que recebeu.



Temas de Especiais

Em Bravely Default, o golpe especial muda de acordo com o tipo de arma que o personagem está usando no momento, porém cada um dos protagonistas tem seu próprio tema que é tocado quando se ativa esses golpes. Vamos à eles:

Tiz Arrior - You Are My Hope (*)


Logo no início do jogo um grande cataclismo destrói a vila em que Tiz e seu irmão Til vivem, deixando um grande abismo no lugar e matando Til, que se sacrifica para que seu irmão não caia junto com ele. Tiz fica arrasado, mas logo conhece Agnès e Airy (a fada pra lá de estranha que estampa a capa do jogo) e fica sabendo da missão delas, se propondo logo à ajudar. O título traduz exatamente a personalidade de Tiz, se mostrando desde o início o mais esperançoso na missão e jamais desistindo de seus amigos.


Agnès Oblige - Windward (*)


A religião dominante em Luxendarc é o Cristalismo, que cultua os quatro cristais elementais e acredita que se forem destruídos causará o colapso do mundo. Para que se evite isso, quatro mulheres são designadas para protegê-los, as chamadas Vestals. Agnès é a Vestal do Cristal do Vento, e assim como todas as outras, tem o poder de despertar os cristais. Ela conhece Airy e afirma que somente despertando os cristais que se poderá evitar a grande catástrofe e então partem para uma grande aventura, rezando para que o vento as leve na direção correta.


Ringabel - The Vagrant of Love (*)


Ringabel é o segundo personagem à dar join na party e um tanto misterioso. Encontrado sem memória em Caldisla com um diário que ele afirma contar o futuro. Apesar da história aparentemente trágica, Ringabel é um mulherengo fanfarrão e não hesita em arrastar a asa pra Agnès, Edea ou qualquer outra mulher que passe na frente dele. Talvez por isso que o título do tema dele seja "vagabundo do amor". Eu sinceramente não encontrei nenhuma outra tradução para a palavra vagrant, porém se souberem de outro sentido por favor comentem! (até agora fico bolado em pensar que um título épico como Vagrant Story seja "história vagabunda"...)


Edea Lee - Baby Bird (*)


A última protagonista é a que eu considero que tem o background mais interessante, Edea é a filha de Braev Lee, o Templário (é um dos jobs, não a antiga ordem xD) que governa Eternia. O chamado Grande Marechal de Eternia manda no início do jogo sua filha em uma missão para achar a Vestal do Vento, e a levar presa para a impedir de despertar os cristais, só que no meio da investigação ela discorda de certos métodos dos integrantes do exército de seu pai e acaba se juntando à demanda de Agnès, Tiz e Ringabel. Essa é a primeira missão de Edea, então pode-se dizer que ela é um pássaro filhote em seu primeiro vôo.

[ALERTA DE SPOILER]

Batalhas contra chefes finais

Bom, até agora consegui expressar minha visão sobre as músicas sem revelar detalhes importantes sobre o enredo, porém nessa seção não terá como portanto já deixei o aviso antes. Se você está jogando ou pretende jogar, recomendo pular para o final do artigo ou então siga por sua conta e risco (olha que eu avisei duas vezes hein).

Wicked Battle



Airy guiou nossos heróis numa longa jornada até aqui, por incontáveis mundos paralelos à Luxendarc natural deles, tendo que fazer todo o procedimento de despertar os cristais nesses novos mundos diversas vezes e nada do Grande Abismo sumir. Eis que no último mundo Airy afirma que "conseguiu", os heróis pulam de alegria e um final feliz, certo? ERRADO! Alguém uma vez disse: não confie nas fadas, e essa maldita é na verdade um demônio que serve à uma antiga entidade maligna chamada Ouroboros. Ao se dar conta que conseguiu seguir os planos de seu mestre (ou então se você destruiu um dos cristais) essa filha da p*t@ revela sua real e grotesca forma de larva e tenta matar os nobres guerreiros, a primeira "batalha perversa" do fim do jogo.

Wicked Flight


Se por acaso o jogador resolver despertar os cristais até o final, depois de terminar com as primeiras duas formas de Airy, essa escrota recebe mais poder do mestre e atinge a forma suprema, e aí se tem início ao "vôo perverso" e que também tem um dos melhores temas do Linked Horizon. Essa música lembra um pouco a anterior, só que possui um arranjo mais épico tornando a atmosfera propícia para um desfecho, e seria se não viesse a...


Serpent Eating The Horizon


Essa música é tão épica, mas tão épica que tive que compartilhar a versão do concerto que teve com o Linked Horizon em que tocaram absolutamente toda a trilha sonora desse jogo, vale a pena dar uma conferida! A serpente que devora o horizonte do título nada mais é que Ouroboros, a entidade maligna que destrói mundos para conseguir poder e assim invadir o Reino Celestial e governar soberano o universo, aka verdadeiro chefe final. O nome se refere ao símbolo de mesma denominação, que é uma serpente mordendo a própria cauda. Essa música me fez querer demorar a escolher minhas ações durante vários turnos, principalmente no momento que faz um medley com os temas dos heróis.



É isso aí pessoal, espero que tenham gostado e não se esqueçam de comentar, seja sugestão, críticas construtivas ou elogios. Grande abraço e até a próxima!


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Rafael Henrique Ferreira

Game Designer aprendiz, baixista mediano e mago implacável. Amante de RPGs mas tem Metal Gear como série favorita. Busca construir uma máquina para parar o tempo e zerar todos os jogos que comprou na Steam e na PSN.

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