Teorias: Supercordas e Multiversos


Saudações reptilianas, jovens gafanhotos!
Aqui estou para trazer mais uma teoria louca presente na ciência humana.
Primeiramente deixarei uma pergunta: e se vocês descobrissem que não são os únicos “vocês” a habitarem um espaço qualquer? E se vocês descobrissem que outros “vocês” perambulam em suas casas, mas casas presentes em outros universos? E se vocês soubessem que vocês estão lendo essa mesma matéria escrita por mim, mas em um universo diferente do nosso?

Meus amigos e minhas amigas, bem-vindos a Teoria de Supercordas e Multiversos.


Início da loucura

Galerinha gente boa, primeira coisa que vou pedir a vocês: esqueçam tudo que sabem sobre partículas e forças fundamentais da física, algo que a tia Cocota ensinou lá no ensino médio ou na oitava série. O bagulho aqui é “loco” e totalmente bizarro. Se ficarem com isso na cabeça, seus miolos vão fritar mais que drogados numa rave.

Vamos entrar agora no mundo das dimensões paralelas, algo que poderia muito bem ter saído dos livros de Asimov.

Tudo começou com a unificação da teoria quântica, ou teoria das partículas subatômicas, com a Teoria Geral da Relatividade . Quem conhece um pouco de física sabe muito bem que isso iria dar m****, né? Como a teoria quântica, que explica as propriedades do eletromagnetismo, casaria tão bem com a Relatividade?
Pois é, jovens gafanhotos. Isso dá certo sim, mas apenas em um ambiente de quatro dimensões. Exatamente o que você leu: quatro dimensões.


Que isso, Mayke? Tá doidão?

Não, não, pelo menos foi o que os médicos disseram.
Mas enfim, quem acompanha nossa seção de Teorias vai lembrar que no primeiro post, quando falei sobre Viagem no Tempo, foi dito algo sobre uma dimensão temporal coabitando com as três espaciais. Se você não lembra ou não viu, clique aqui e delicie-se.

Mas como identificar um ponto qualquer em um ambiente de quatro dimensões?

Simples, o plano tridimensional tem três coordenadas (altura, largura e comprimento). A quarta dimensão, ou o tempo, seria uma constante qualquer dentro de um sistema cuja velocidade não atinja a velocidade da luz. Se não entendeu bulhufas, dá uma passada no post sobre Viagem no Tempo que está melhor explicado.

Voltando pro casamento do nosso casal vinte, quando as equações do eletromagnetismo foram aplicadas em um plano quadridimensional, foi descoberto que o resultado eram as equações gravitacionais de Einstein, na Teoria da Relatividade. O oposto também aconteceu, aplicando as equações gravitacionais em um ambiente de quatro dimensões.

Ou seja? Cerveja, meu amigo ou minha amiga! Nada mais e nada menos que boom na cabeça dos cientistas, as duas teorias antagônicas dando mais certo que namoro na novela Malhação. 

Tá, Mayke, mas o que diabos isso tem a ver com o tema do post?

Quanta impaciência, coleguinha. Olha a pressão.

Continuando, com o avanço dos estudos dessa quarta dimensão temporal apenas na teoria, os físicos começaram a adentrar ainda mais no terreno quântico.

Dentro de um átomo todos nós sabemos que há uma eletrosfera e um núcleo de prótons e nêutrons, certo? Essa estrutura é o que compõe a matéria que conhecemos.
Mas e se eu te dissesse que cada próton é formado por uma estrutura subatômica? Se você não conhece, pode dar os dois beijinhos no Quark (dois beijinhos porque eu sou carioca, se você é paulista pode dar um só, ou mineiro pode dar três). Estão apresentados.
Foi descoberta também a presença de fótons para eletromagnetismo, grávitons para gravidade e glúons para força nuclear forte.


Lembra que eu disse bem no início pra esquecer as partículas que a tia Cocota encheu o saco no colégio? Vai começar a entender agora.

E se cada quark, fóton, gráviton ou glúon pudessem ser divisíveis? Um físico quântico diria que isso é impossível, mas vários cientistas afirmam que não. A teoria de supercordas começa agora.
Cada partícula subatômica dessa é formada por microcordas, que vibram em dimensões e frequências distintas e formam todas as partículas conhecidas. É como pegar uma corda de violão e vibrá-la em um espaço de várias dimensões.

Você achou que a matéria fosse formada pelos quatro elementos da natureza em conjunto com o éter? Achou que fosse o átomo que criasse cada pedacinho do seu corpo? Pode tirando o burrinho da chuva, coleguinha! Segundo essa teoria, todos nós somos formados por essas cordinhas que juntas formam uma sinfonia universal capaz de gerar qualquer matéria. Tipo a música de Eru Ilúvatar que Melkor tentou roubar. (Não entendeu a referência? Então leia “O Silmarillion”, de Tolkien. É chato, mas é ótimo)

Tá confuso? Relaxa, lembra da Lei de Murphy

Vários físicos afirmam que para essas vibrações serem capazes de criar outras partículas, seria preciso nove dimensões.

Nove? Mas não eram apenas quatro, Mayke?

Calma, amiguinho, não desiste ainda.
As quatro dimensões serviriam apenas para aplicar a junção da teoria quântica com a teoria da relatividade geral. Essas nove dimensões são para dar o efeito necessário do tom das vibrações das supercordas capaz de criar as partículas que compõem a estrutura da matéria.

Então cadê essas outras dimensões? Que troço doido!

Eu falei que o bagulho era “loco”.
Segundo estudos, as seis dimensões (temporal e as outras cinco) estariam unidas em padrões de 10 elevado a – 33 centímetros. Ou seja, é pequeno pra CAR****.
Isso é o que os cientistas chamam de Espaço Calabi-Yau, um espaço hexadimensional que serve de casa para cada cordinha poder se requebrar à vontade.



Enfim, o nosso Universo é formado por nove dimensões, apesar de sermos criaturas tridimensionais. Pelo menos por enquanto, assista ao filme Interestelar pra entender, jovem gafanhoto.

E os multiversos?

Hohohohohohoho
Lembra das nove dimensões? Então... tem mais uma!

Em meados dos anos 1990, foi criada uma teoria chamada Teoria-M. Essa teoria veio para unificar toda as nove teorias que formam nosso universo, criando uma nova dimensão. Ela seria como uma “pele” que encobriria todas as dimensões que falei até agora, algo colossal, uma m-brana.
Caso queira um pouco mais de informação, vai nesse post aqui. Falo sobre buracos negros e os limites do Universo.

Isso é loucura, Mayke! É totalmente impossível!

Aí é que você se engana, amiguinho.
Se você assistiu Interestelar, saberá que a gravidade é a única força capaz de viajar pelas dimensões, certo?
Pois bem, não há explicação sobre a quantidade colossal de gravidade presente no Universo. A quantidade de buracos negros, planetas e outros corpos celestes é ínfima para causar toda gravidade que existe.

Então como há tanta gravidade?

Simples! O gráviton, partícula elementar da gravidade, caminha pelas m-branas de vários outros milhares de universos dentro de um compartimento gigantesco.
Quer entender melhor? Imagina só aquela carne assada gostosa cortada em rodelas. Delícia, né? Engordei dez quilos só de pensar e nem sou muito fã de carne vermelha.
Então, imagina agora que cada rodela dessa seja um universo e o gráviton seja o molho. Consegue ver que o molho está presente em todas as partes? É isso que acontece nos multiversos!
Já pararam pra pensar no porquê das galáxias girarem, galerinha? É a pura gravidade de outros universos que refletem aqui!

Há uma teoria inclusive que diz que o Big Bang tenha sido causado pelo choque entre dois universos distintos e se fundido, mas isso deixarei para outro post.


O que importa é que a gravidade poderia ser utilizada para enviar mensagens para outros universos, da mesma forma que acontece em Interestelar. Só aprendermos a utilizar os grávitons para nos comunicar com outros “nós” em universos distintos. Imagina só que maneiro seria falar com outros “nós”, mas que não sejam “nós”?

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Chegamos ao final de mais uma matéria, galera! Muito obrigado pela participação nos meus posts e nos da Juliara, minha namorada. Tenham certeza que ficamos muito felizes com todos os comentários e feedback dado.
Não esqueçam de comentar, viu? Adoro poder interagir com vocês, só assim saberei se estão gostando ou não.


Até a próxima semana! Fui!

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Mayke Medeiros

Escritor em tempo integral e programador nas horas vagas. Metido a crítico de cinema, científico, literário e especialista em trocadilhos sem sentido.

    Comentários

4 pessoas já comentaram:

  1. muito bacana. aliás, muito louco, essas teorias! aiuehaehu fiquei sabendo sobre o Calabi Yau há pouco tempo, lendo "Louco aos Poucos" xD ah, adorei a comparação da carne com molho! auiehaeuiheai

    Riscos e Rabiscos

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    Respostas
    1. Muito obrigado! :D
      Fica muito mais fácil, ou menos difícil, de entender quando comparamos com algo trivial, como molho de carne assada hahahaha

      Abraços!

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  2. Olá, Mayke.
    Teoria das supercordas é algo complexo pra burro, então adorei a forma divertida e descomplicada que você usou. Muito bom.

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    Respostas
    1. Muito obrigado!
      Que bom que gostou :D

      É complexo, admito, mas é uma das teorias que mais fazem sentido (teoricamente falando).
      Tentei deixá-la mais mastigada possível pra ser melhor digerida, esse treco é pior que buchada de bode hahahaha

      Abraços!

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