O submundo das internets


Saudações reptilianas, jovens gafanhotos!
Bem-vindos a mais uma matéria sobre teorias e bizarrices.
O tema de hoje foge um pouco da zona de conspirações e teorias científicas, é algo mais concreto e que muitos até conhecem bem. Hoje falarei sobre a Deep Web e suas peculiaridades, além de mostrar como ter acesso a esse universo submerso (por sua conta e risco, hein, jovem gafanhoto).

Vem comigo e descubra até onde vai a toca do coelho.


Início do caminho

Deixa eu te fazer uma pergunta: você consegue mensurar o tamanho que a Internet possui?

Como, Mayke? Com régua?

Não, benção. Como você vai medir bits com uma régua? Eu estou falando de quantidade de informações e caminhos para chegar a algum resultado. A Internet, por ser uma rede de redes, representa um mundo inteiro dentro do nosso mundo, algo que se assemelha a um oceano.
É possível encontrar qualquer coisa usando motores de busca, como Google ou Yahoo, disponível na superfície da Internet.

Mas é claro, como você pode imaginar, qualquer mundo possui sua área secreta com informações raras ou ações um tanto escusas, como crackers, pedófilos, traficantes e psicopatas. É aí que entra a Deep Web.


O submundo da Internet

Se você não sabe, meu jovem e melindroso gafanhoto, toda essa área clara da Internet representa cerca de 1% da totalidade. Todo resto reside na Deep Web, chegando a ser 500 vezes maior que a superfície que acessamos com nosso pai dos burros (a.k.a. Google).

Mas por que isso acontece?

Em cada motor de busca há o que chamamos de “indexação”, que possui certas regras a serem cumpridas. Se não forem, então a página não é mostrada quando acionamos uma busca qualquer. Há também uma outra forma, alterando diretamente o HTML das páginas para dizer ao indexador para não trazer seu conteúdo.
Sem contar que também há todo um estudo algorítmico feito pelos sites usando cookies armazenados em seu computador, que diz o que mais você gosta ou mais acessa, dando maior velocidade e precisão às buscas. Experimenta só buscar o mesmo assunto em navegadores diferentes, com histórico de pesquisa diferente, e veja só o resultado.

Se um dia você quiser acessar a Deep Web, meu querido, saiba que isso é bem perigoso. Mais até que ir ao banheiro da casa da sua avó depois da feijoada de domingo.
Além dos vídeos de pedofilia explícita, torturas e imagens perturbadoras, podemos comparar a Deep Web com um canil cheio de cães famintos e presos por correntes finas, capazes de soltarem-se com o menor movimento. Mas por quê?

Graças à segurança que os navegadores normais nos proporcionam, é pouco provável que nossas máquinas sejam infectadas por vírus ao acessarmos o Wikipedia, por exemplo. Muitos anti-popups, níveis de segurança e outros meios de nos manter longe dos malefícios da rede.
Como precisamos de um navegador especial para nos conectar ao lado oculto da Força, todos esses mecanismos são inexistentes. É muito fácil um cracker invadir nossa rede ou ser infectado por um vírus destrutivo.


Follow the white rabbit

Depois dessa breve explicação, bateu aquela vontade de abraçar a insanidade, jovem gafanhoto?
Então siga o coelho branco.


Primeira coisa que eu vou te dizer: sempre use navegação anônima ao se conectar às profundezas da Internet. Não aquela abinha marota do chrome que você utiliza pra acessar sites mais “educativos”, mas meios de te manterem anônimo nesse território desconhecido.
Seria um tanto complicado você ser mandado para conteúdos que infringem a lei ou ser detectado por crackers, imagina só a dor de cabeça que seria.
A melhor ferramenta capaz de te proporcionar isso é o Tor, que é mais uma rede caótica de computadores, além de navegador, capaz de te proporcionar um novo endereço (IP), diferente do real. O IP que você vai receber será o do nó Tor e não mais o que seu provedor de serviço te deu.

Feito isso, é hora de pesquisar o que te der na telha. Seguem abaixo alguns links.

http://xmh57jrzrnw6insl.onion (motor de busca da Deep Web)

http://kpvz7ki2v5agwt35.onion (Hidden Wiki, como uma wikipedia oculta)

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Chegamos ao final de mais um post, jovens gafanhotos. Se gostaram, deem um feedback. Se não gostaram, deem um feedback também. O importante é participar. Lembrem-se que além da caixinha de comentários do blogger, tem a do facebook também!
E lembrem-se de novo: A noite é escura e cheira de terrores, assim como a Deep Web. Usem com responsabilidade.


Até a próxima semana! Fui!

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Mayke Medeiros

Escritor em tempo integral e programador nas horas vagas. Metido a crítico de cinema, científico, literário e especialista em trocadilhos sem sentido.

    Comentários

8 pessoas já comentaram:

  1. Olá, parabéns pelo blog!
    Se você puder visite este blog:
    http://www.morgannascimento.blogspot.com.br/
    Obrigado pela atenção

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    Respostas
    1. Muito obrigado pela visita, seja bem vindo :D

      Abraços!

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  2. Olá, Mayke.
    Já conhecia a Deep Web, mas não sabia como acessá-la. Já ouvi falar de coisas bem bizarras que acontece por lá.
    Para variar, mais uma excelente postagem.

    Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de maio. Você escolhe o livro que quer ganhar!

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    1. Muito obrigado pelo elogio :D
      Eu acessei algumas vezes, mas sempre com firewall e dois ou três antivírus ligados. Todo cuidado é pouco por lá, mas nem tudo é ruim. Dá pra encontrar até livros e documentos raros.

      Abraços!

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  3. Muito louco e interessante post. Quando descobri que existia, fui correndo ler o máximo possivel sobre ela para saber do que se tratava. Baseado nisso, nunca irei acesá-la, porque como dizem: "o que é visto, não pode ser desvisto"
    ;**

    Red Behavior

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    1. Olá, Maria Eduarda!
      Pode acessá-la sem (muito) medo. Apesar dos terrores, tem muita coisa boa lá. Só saber procurar e ter cuidado :D

      Abraços!

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  4. Quando entrei a primeira vez na DeepWeeb eu era bem novinha e fiquei sabendo de coisas inimagináveis. Hoje, mais velha, percebi que não é nada tão absurdo comparado com os jornais que mostram umas coisas malucas em pleno horário da tarde.

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    | FB Page A Bela, não a Fera|

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    1. Isso é uma verdade. Lá você só encontrará coisas bizarras se procurá-las, do contrário verá apenas uma internet normal, só um pouco mais perigosa.

      Abraços!

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