Teorias: Buracos Negros

Saudações reptilianas, jovens gafanhotos! Graças ao sucesso do post sobre Viagem no Tempo, a dona do blog (a.k.a. minha namorada) me pediu para continuar com minhas divagações para entretenimento de vocês. Outra novidade: Será um post novo a cada sexta-feira!

No assunto de hoje falaremos sobre uma teoria proposta por vários cientistas, que pode dar continuidade ao que a Teoria Geral da Relatividade, de Albert Einstein, não consegue.
Amiguinhos e amiguinhas, é com muita felicidade no #essidois que lhes apresento: Portais para Outros Universos!

Antes de iniciarmos, é preciso conhecer um camarada muito simpático: o Buraco Negro.




Ahhh, Buraco Negro é aquele negocinho na retaguarda...

Não não, galerinha. Buraco negro não é nada disso que você tá pensando. Isso tem outro nome que não vem ao caso no momento, deixemos para vídeos mais “educativos”.

Mas o que é um buraco negro então, Mayke?

Primeiro vamos conhecer alguns conceitos básicos. Vamos começar pela gravidade, conhecida também como demonstração da deformação no espaço-tempo, que é relativa à massa ou densidade de um corpo celeste a ela vinculado.

Hein? Fala português, caceta!

Seguinte, presta bem atenção, coleguinha do meu coração. Essa deformação no espaço-tempo varia de acordo com a massa do um corpo, sendo um planeta ou estrela. É o que mantém a Lua girando ao redor da Terra, a Terra ao redor do Sol, satélites em órbita, essas coisas.
Se esse corpo tiver uma massa muito grande, maior será a gravidade e a força de atração, portanto, maior a deformação. Claro, não podemos deixar de falar que será maior também a Velocidade de Escape, outro conceito necessário.

Velocidade de escape?

Exatamente, pequeno gafanhoto. Tente jogar um objeto qualquer pra cima. Só cuidado pra não acertar a fuça! Mas enfim, ele vai subir e descer, certo?
Bem, não necessariamente. Se esse objeto for atirado com uma velocidade específica, ele vai simplesmente continuar até não voltar mais pro nosso planeta.
Em termos mais “técnicos”, a Velocidade de Escape é a velocidade necessária que um corpo menor precisa para se desvencilhar da força gravitacional de um corpo de massa maior. Um exemplo disso é a velocidade que um foguete precisa para deixar a órbita terrestre em missões estelares.
Essa velocidade varia conforme a gravidade que o corpo celeste exercita, sendo maior em casos de maior força gravitacional.

Tá, Mayke, entendi. Mas que raios isso tem a ver com o tema principal? Foco, menino!

Calma, jovem gafanhoto. Senta que lá vem a história.
Tendo esses dois conceitos em mente, já podemos classificar os buracos negros. Esses eventos são regiões no universo onde o campo gravitacional é tão forte que tudo em seu horizonte é atraído com força colossal, causando uma enorme deformidade no espaço-tempo, graças a grande densidade em um ponto tão “ínfimo”. Para deixar bem claro, a velocidade de escape para não ser sugado por um buraco negro deve ser superior à velocidade da luz.
Logo, amiguinhos e amiguinhas, como nada é superior à velocidade da luz, nem mesmo a luz consegue fugir. Por isso são chamados de “buracos negros”.



E como são formados? Bem, adicione uma pitada de morte de estrela consumindo todo hélio em seu interior (combustível), explodindo em um evento chamado “Supernova”. Adicione agora um ponto de massa gigantesca no meio desse evento, como Elemento X. Agora mexa tudo, até a receita desandar de tão pesada que ficará.
Pronto, você tem não as Meninas Super Poderosas, mas um buraco negro fresquinho.

Agora o bagulho fica “loco”

Depois de explicado a estrela (trocadilho inevitável, desculpa) principal da teoria dessa sexta-feira, podemos focar na viagem entre universos.
Segundo alguns cientistas, ser atraído para um buraco negro pode não significar a morte certa, como é afirmado por grandes nomes da física, como o maior gênio da atualidade: Stephen Hawking.
A teoria tradicional afirma que ao entrar num buraco negro, a massa de qualquer corpo se alonga de tal forma que vira um “espaguete”. Ao chegar no ponto central, chamado de singularidade, toda matéria sé esmagada. A partir desse ponto, todas as equações apresentadas primeiramente não continuam e a física fica sem respostas.

Mas e se não fosse assim?

É aí que a coisa muda, galerinha. Um estudo feito na Universidade Estadual de Louisiana, nos Estados Unidos, mostrou que após experimentos com um buraco negro simétrico, esférico e sem rotação, não houve indícios dessa “singularidade”, apesar de todas as outras propriedades gravitacionais existirem.
Várias equações da Teoria da Gravitação Quântica foram inseridas e puderam presenciar o campo gravitacional sendo reduzido gradativamente como se houvesse uma “saída” do outro lado.


Outro estudo, a partir deste, também apontou que o Big Bang possa ter surgido a partir de uma supernova de uma estrela de quatro dimensões, formando o que seria um buraco negro de quatro dimensões (o nosso Universo tem quatro dimensões: temporal, profundidade, altura e largura. Não vamos entrar no mérito da Teoria de Supercordas, deixemos isso para outro post).
Logo, nosso universo pode ser um buraco negro criado em tempos remotos e a “borda” dele um horizonte de eventos em constante expansão. E que além dessa borda, outros universos podem coexistir com o nosso.

Se isso estiver correto, então os buracos negros podem realmente guardar portais para multiversos? Talvez, só nos resta esperar.



Bem, amiguinhos e amiguinhas, chegamos ao fim de mais uma teoria louca do nosso mundo científico. Queria agradecer a todos que curtiram, comentaram e interagiram no anterior. Isso é excelente para o crescimento do blog!
Deem mais feedback e mandem sugestões de coisas que querem ver por aqui. Lembrando: eu não sou físico, se houver algum aí e quiser fazer um adendo, críticas ou correções, fique à vontade! Bom que também aprenderei mais.


É isso, jovens gafanhotos! Até a próxima sexta! Fui!

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Mayke Medeiros

Escritor em tempo integral e programador nas horas vagas. Metido a crítico de cinema, científico, literário e especialista em trocadilhos sem sentido.

    Comentários

4 pessoas já comentaram:

  1. Primeiramente, me deixe elogiar sua brilhante capacidade de escrita, pois você escreve de um jeito tão leve, que qualquer coisa talvez complicada de entender, torna-se fácil e divertida. Eu particularmente, adoro o estudo do universo e tudo o que envolve ele, e por isso talvez, a física me agradou, apesar de eu não seguir o rumo. Já li muitas coisas sobre buracos negros, e as vezes, tem gente que até extrapola nas teorias, mas relevemos, haha. Adorei o post, bem explicativo e gostoso de se ler!
    Desfocando Ideias

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    Respostas
    1. Muito obrigado pelo elogio, Natalia. É sempre bom saber que meu maior esforço está surtindo efeitos :D
      Os próprios buracos negros são teorias por si só, já que é extremamente difícil definir quando existe um. Muitos cientistas afirmam até que não existem, mas em certos pontos a distorção no espaço-tempo torna-se tão evidente que essa teoria é posta em xeque. Mas enfim, a ciência humana é toda baseada em teorias, por enquanto.

      Abraços!

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  2. Olá, Mayke.
    Gosto bastante dessa teoria para viagem no tempo, então já assisti muitos vídeos sobre o assunto e também sobre os buracos negros. Seu post foi bem explicativo, principalmente para quem tem pouco conhecimento no assunto. E, permita-me dizer, foi a explicação mais engraçada que já li. Você leva jeito. rs
    Vou acompanhar suas postagens.

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    Respostas
    1. Muito obrigado e desfrute desses posts loucos hahahaha
      Há muito mais detalhes sobre essa teoria e sobre Buracos Negros, mas preferi não entrar muito no mérito científico pra não embolar a cabeça da galera com pouco conhecimento. Pra início de conversa sobre o assunto, é melhor que seja assim.

      Abraços!

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